Ghost in the Shell é ambientado em um futuro tecnológico onde agentes cibernéticos, hacktivismo e terroristas com ciber-cérebros são lugar comum. Com tantas ameaças digitais, um grupo de policiais, pertencentes a Seção 9 da polícia do governo (Section 9), igualmente preparados se faz presente. Criado por Masamune Shirow no final dos anos 1989, publicado como mangá pela Kodansha, a obra é uma homenagem ao universo Cyberpunk a títulos como Neuromancer, de William Gibson e o filme cult Blade Runner – o Caçador de Androides.

O grupo, que possui como chefe o velho Aramaki, responsável por várias negociações com o governo para a criação de sua divisão, tem como subordinados e personagens principais a Motoko Kusanagi – uma mulher androide sem passado esclarecido , Batou – um ex-militar, Togusa – ex-policial e o membro com menor número de implantes no grupo, mas nem por isso, menos importante que os outros.

Devido ao sucesso da publicação, a criação de Shirow logo ganhou uma adaptação em animação para os cinemas em 1995, chamado Ghost in the Shell, que depois de ganhar o público americano, espalhou pelo mundo. A animação, rica em sua estética visual e musical, seria reconhecida um das fontes de inspiração para The Matrix, em 1999. Veja a sinopse da época:

“O ano é 2029. O mundo tornou-se intensivamente orientado para a informação e os seres humanos estão bem conectados à rede. O crime tornou-se um estágio sofisticado ao invadir a rede interativa. Para evitar isso, a Seção 9 é formada. Estes são ciborgues com incríveis pontos fortes e habilidades que podem acessar qualquer rede na Terra.”

Na trama, um terrorista chamado “Puppet Master” hackeia mentes para obrigar pessoas a cumprir uma agenda secreta envolvendo os governos americano e japonês.

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Igualmente um sucesso de público e crítica, Ghost in The Shell chegava nas televisões em 2002 com a série: “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex” – episódios curtos mantendo e ampliando a temática policial cyberpunk seguindo a linha iniciada pelo filme. Isso abriria as portas para um novo longa de animação, em 2004: “Ghost in the Shell 2: Innocence” e em 2006, uma evolução da série animada: “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – Solid State Society“. A última investida animada foi com “Ghost in the Shell: Arise“, lançada em 2013, e é ambientada antes das histórias originais do mangá.

Agora, teremos a mais recente produção para o cinema, produzida pela Paramount Pictures e estrelada pela Scarlett Johansson (Os Vingadores, Lucy), prestes a ser lançado com o título “Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell“, dia 30 de março. Pelo trailer, podemos ver que a obra vai transpor bem o clima presente há anos no mangá para as telonas.

Há pouco tempo, em comemoração ao lançamento do filme, a Editora JBC resolveu lançar o mangá de Ghost in The Shell, com 352 páginas no estilo japonês.

Com toda a tecnologia de uma internet de alta velocidade, pura ficção cyberpunk além de temas políticos e policiais com inimigos usando toda a sorte de equipamentos e meios, além de muitas tramas a serem explicadas, esta franquia tem tudo para durar e ser atualizada por muitos anos pela frente.