No filme remake do clássico ROBOCOP, em 2014, dirigido pelo diretor brasileiro José Padilha, foi mostrado o que estava escondido embaixo da armadura tática ciborgue em uma cena bem impactante. Porém, vimos que a mão humana não tinha nem um braço humano conectando-a ao corpo do policial reconstruído. Em nenhuma parte do filme exibido foi dito o porquê dessa decisão tão estranha.

Muitos especularam ao sair do cinema que a mão humana seria uma maneira de manter os reflexos musculares de um atirador, outros disseram que seria para Alex ter o mínimo de sensação de tato para lhe lembrar que ainda era humano e outros teorizaram que seria um recurso de marketing da Omnicorp para mostrar ao publico que o Robocop ainda tinha algo de humano por baixo de uma armadura robótica a fim de aumentar a percepção do publico americano nas ruas… TODOS ERRARAM FEIO!

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A cena deletada abaixo foi incluída no Blue-Ray de Robocop e o real motivo da mão humana de Robocop é uma total decepção no fim das contas: o presidente da OCP diz ao cientista para salvar a mão dele pois, seu pai sempre falava que dava para saber que tipo de homem você é só pelo aperto de mão.

Apesar de Robocop 2014 ser um bom filme, não supera o original em momento algum. Lembro que fiquei angustiado com a sequência de cenas da transformação de humano para ciborgue, acompanhando tudo pelos olhos de Alex. O desespero de não poder fazer nada a não ser assistir quando o executivo da OCP, que idealizou o projeto, ordena para o engenheiro que cortem fora o braço bom do herói, pois ele agora era um produto da empresa (a desumanização foi impactante nesse momento) e que necessitavam de um protótipo completo.

O filme foi uma critica à desumanização do consumo e ao próprio EUA e até hoje não há melhor cena de morte angustiante e desesperadora do que a de Alex Murphy ser fuzilado pelos vilões logo no inicio da trama. Acreditem se quiser, a cena é extremamente violenta mas foi filmada usando um boneco animatrônico de dorso parcial cujas feições do ator foram esculpidas de tal forma que ninguém percebe a diferença. Seja como for, no novo Robocop falta vilões cruéis como Clarence Boddicker e seu bando de degenerados, além disso, Dick Jones, o vice-presidente da OCP, que é o maior de todos canalhas corporativos ali presentes, foi mais instigante e perigoso do que a versão de 2014 protagonizada por Michael Keaton.

Se o mundo do Robocop de Padilha fosse mais parecido com a visão futurista e corrupta que foi apresentada no já cancelado seriado Almost Human, acho que o filme seria melhor. Realmente senti a falta de um vilão à altura do herói no novo Robocop.

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